quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Ócios do Ofício
Expedientes em finais de semana, péssima remuneração, mercado de trabalho sem as devidas opções e ainda por cima, em certas ocasiões, com a vida em jogo. Russel Crowe, que outrora foi Gladiador, deve estar com uma saudade imensa de ter que matar tigres após vivenciar o repórter Cal McAfrrey, no filme Intrigas do Estado.
A obra do diretor Kevin MacDonald (Desafio Vertical, O Último Rei da Escócia) trata de uma história em que o protragonista, o jornalista Cal, passa por situações extremas em busca de desvendar as vertentes de uma conspiração política e econômica a cerca do asssassinato de uma garota. O desenrolar dos fatos leva Cal ao limite ético do jornalismo - valor pouco disseminado por essas épocas -, pois um dos pilares dos acontecimentos catastróficos é o homem do congresso McAfrrey (Ben Aflleck), seu melhor amigo.
Então, basicamente, para nós que lidamos com as diretrizes da comunicação no dia-a-dia, o filme faz uma crítica muito bem feita com relação ao papel do jornalista dentro da sociedade e de como esse papel está sendo exercido. A construção do personagem principal tem por objetivo evidenciar o que pode ser chamado de idealismo moral dentro do jornalismo. Hoje, o importante é ser influente e conquistar território. Não importam os meios. Cal é justamente o contraposto disso. Como um modelo de inspiração de uma realidade que se encontra bastante distante atualmente.
Do ponto de vista estético, o filme cumpre de maneira satisfatória o que dele é exigido. Existe uma dinâmica interessante, que também faz referência ao 'Dead Line', o que torna a obra intensa. Por conta do prazo e das cobranças por venda e influência, diretrizes comuns em uma sociedade capitalista, as cenas são vibrantes.
Por ser bem escrito, ter ótimo elenco, roteiro dinâmico e cativante, Intrigas do Estado adere ao status de bom filme, consistente e intrigante. Com uma crítica social muito bem construída e uma bela demonstração dos valores éticos que há muito se encontram perdidos.
Trailer do filme - http://www.youtube.com/watch?v=Gaz8uvzOIds
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Meta do Ministério da Saúde é vacinar 14,6 milhões de crianças contra pólio
Dividida em duas etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, pretende imunizar crianças menores de cinco anos em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é proteger 95% do público-alvo, que em valores absolutos correspondem a 14,6 milhões de meninos e meninas. Para atingir esse objetivo foram distribuídas 48 milhões de doses da vacina em postos de saúde de todo o Brasil. ![]() |
| Zé Gotinha, símbolo da campanha |
Na primeira fase da campanha, realizada no dia 12 de junho, foram distribuídas 24 milhões de doses.No entanto, apenas 14 milhões de crianças tomaram as duas gotinhas. No último sábado (13), foi realizada a segunda etapa da campanha e mais 24 milhões de vacinas foram distribuídas. Na ocasião, também chamada de Dia D, 7,2 milhões ficaram protegidas da poliomielite.
O número divulgado de crianças imunizadas é parcial e sofrerá alterações, à medida que os estados e municípios atualizem o banco de dados do Ministério da Saúde.A previsão é que o resultado final da campanha seja divulgado até o fim de agosto.
Os pais ou responsáveis que ainda não levaram as crianças para tomar a vacina devem procurar os cerca de 115 mil postos de vacinação, montados nas unidades de saúde, pois a vacina continua disponível na rede pública.
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